Fevereiro 10, 2009

Aprendendo sobre a vida no teatro

O texto original é um sucesso. O filme marcou época e a vida de muitas pessoas. E a versão brasileira de “Ensina-me a Viver”, em cartaz até o próximo domingo (15/02) no Teatro do Leblon,  tem dois  ingredientes especiais: sonho e realização.

O história do jovem senhor Harold e da senhora jovem Maude prendeu a atenção do ator Arlindo Lopes ainda na adolescência e virou um sonho que ele realiza agora, revelando para a platéia carioca a poesia, não apenas da história, mas também a de um jovem ator que se entrega ao personagem em cada detalhe.

E haja detalhe em “Ensina-me a Viver”!

Desde o primeiro momento a montagem surpreende. O jogo de movimentos de telas de tecido  na apresentação dos nomes dos atores / personagens, já demonstra que se trata de uma produção caprichada.  Ainda na primeira cena, quando Harold é apresentado a platéia, Arlindo impressiona pelo trabalho corporal na primeira das muitas tentativas de morte – ou melhor, nas muitas farsas de morte.

Morte. Vida. Preto. Colorida. Silêncioso. Musical. Jovem. Velha. Harold e Maude são personagens distintos que se complementam e se encontram  em enterros, espiando a morte. Harold (Arlindo Lopes) desejando-a em troca da atenção da autoritária e distante mãe, que não entende o comportamento do filho, mas tampouco lhe dá uma mínima atenção. No máximo, ela tenta se livrar do problema, tentando convencer o jovem a ingressar no exército ou casar. Maude (Gloria Menezes), uma jovem senhora de quase 80 anos, com dia e hora para partir, que gosta de ir a enterros para ‘ir se acostumando’, mas que também frequenta nascimentos. Uma senhora que encara a vida de forma leve e alegremente contagiante.

Uma alegria encarada como loucura pelo policial, pelo delegado e pelo padre, mas que revela como ser feliz depende única e exclusiva de nós mesmos, pois somos margaridas em campos. A princípio iguais, mas especialmente únicos. Glória Menezes encanta como Maude, seja na hora de explicar a Harold sobre as margaridas,  quando pede para que ele cante, mesmo ele não sabendo – até o momento – cantar, ou, melhor ainda, quando ensina que nada – e eu faço aqui um adendo, nem ninguém - é dono das coisas. Nós apenas tomamos conta delas enquanto estamos por aqui. Simples, mas de uma poesia que no teatro faz com que a platéia não apenas escute e compreenda a afirmação, mas que sinta. E, muitas vezes, sentir vale mais do que qualquer explicação filosófica.

A cada enterro, encontro ou chá de alecrim, Harold e Maude se aproximam mais, as telas e o cenário (simples, com pequenos móveis de ferro, sendo mais caprichado na casa/ galpão / teatro de Maude, como não poderia deixar de ser) dançam em movimentos que se integram a história, se tornando mais um personagem do elenco. Essa aproximação desperta alegria e vontade de viver no jovem sombrio. Aos poucos, os terno pretos dão lugar a roupas claras. As visitas a enterros rendem ‘esticadas’ até um antigo teatro destivado que serve de moradia de Maude. As falsas tentativas de suicidio para chamar a atenção se transformam em artificios para desencorajar as pretendentes que a mãe de Harold arruma numa agência de matrimônio. Aliás, as tais pretendentes revelam a atriz Fernanda de Freitas. Uma jovem atriz que o grande público está acostumado a ver na TV e que em “Ensina-me a Viver” se mostra a vontade no palco, interpretando personalidades tão diferentes.

As pretendentes, o tio, o padre, o ‘altão’ e a mãe autoritária e festeira ajudam a compor um elenco de personagens leves e engraçados, que arrancam risadas da platéia em um espetáculo tão profundo e dramático quanto “Ensina-me a Viver”.

Arlindo e Glória dão vida a um casal improvável de forma tão envolvente e apaixonada que nos faz verdadeira a história de amor entre Harold e Maude. Aliás, mas que uma história de amor entre duas pessoas, “Ensina-me a Viver” é uma história de amor pela vida. Pelo detalhe do cotidiano. Uma lição de vida marcada por poucas, mas pontuais canções que despertam a emoção no momento exato. Destaque para Harold / Arlindo no desfecho da história, cantando emocionado e provando que vale a pena seguir em frente, mesmo que as coisas / pessoas / situações não sejam para sempre. A essência de cada um permanece em nós de diversas formas. Numa lembrança, fotografia ou canção.

“Ensina-me a Viver” é uma reflexão sobre a vida. Não diria uma lição, mas o (re)começo. De pensamentos, atitudes e ideias. Não é um espetáculo sobre a morte, mas sim sobre o nascimento, sobre a vida. O start para novas observações sobre a vida.

“Ensina-me a Viver” fica em cartaz no Rio de Janeiro apenas até o próximo final de semana (domingo, 15/02).  De quinta a sábado, às 21h; domingos, às 20h. Teatro do Leblon – Sala Marília Pêra – Rua Conde de Bernadote, 26 – Leblon. Telefone: 2294-0347.////////  

Vale a pena conferir!

Outubro 16, 2008

Moda.com [2]

Atenção coleguinhas, blogueiros e visitantes desavisados que se interessam pelo mundinho fashion!

O curso de moda da Universidade Veiga de Almeida em parceria com o Jornalistas da Web realiza, no próximo dia 28, o Seminário de Jornalismo Online de Moda.  

O evento tem entrada gratuita e vai reunir no campus Tijuca da UVA um time de figurões da área para discutir, entre outros assuntos, sobre o cenário de jornalismo de moda na internet e como as novas mídias contribuem para o setor.

Os palestrantes são: Helen Pomposelli, docente da UVA e consultora de moda do site Ego; José Camarano, stylist e idealizador do site Gema TV; Mario Lima Cavalcanti, diretor executivo do JW e sócio-fundador da Bling Media; e Mirela Lacerda, editora-chefe do portal Meninas da Moda e docente do Senac e da Universidade Candido Mendes.

No mesmo seminário, Mario Lima Cavalcanti apresenta o Bling Media, rede brasileira de blogs sobre moda.

O seminário é uma boa oportunidade de troca de impressões, conteúdo, ações e estratégias bem direcionado mesmo aqueles que gostam e / ou trabalham com moda nessa área digital.

Ultimamente tenho frequentado alguns eventos ligados a blogs, novas mídias e tecnologia, como o Blog Camp RJ, e é interessante essa iniciativa de um evento sobre mídias onlines voltadas exclusivamente para o segmento da moda. Se nos eventos ’normais’ de internet/ blogs os assuntos predominantes são monetização, códigos, interfaces e outros assuntos mais técnicos  – e tão importantes quanto conteúdo – …quais serão os temas que vão agitar a blogosfera fashion? Prometo contar aqui depois!

Anotem: Seminário de Jornalismo Online de Moda, dia 28/10, das 19 às 22 horas, no laboratório Multimídia 3 do campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida [Rua Ibituruna, 108 - Tijuca]. Entrada gratuita.

Palestrantes e temas:

Helen Pomposelli
Docente da Universidade Veiga de Almeida e consultora de moda do site Ego
Tema: As Novas Mídias e o Jornalismo de Moda

José Camarano
Stylist e idealizador do site Gema TV
Tema: Case Gema TV e o Mercado de Trabalho de Moda com a Chegada das Novas Mídias

Mario Lima Cavalcanti
Diretor executivo do site Jornalistas da Web e sócio-fundador da Bling Media
Tema: Apresentação da rede de blogs sobre moda Bling Media

Mirela Lacerda
Editora-chefe do portal Meninas da Moda e docente do Senac e da Universidade Candido Mendes
Tema: Case Meninas da Moda
Fonte: JW

Outubro 15, 2008

Bazar em SP

Quem não gosta de uma boa liquidação? Eu adoro! Para quem adora moda e não pode ver escrito na vitrine “liquidação”, “Sale” ou simplesmente aquela faixa vermelha indicando OFF, aqui vai uma dica especial: para as minas de Sampa ou para quem estiver na cidade entre os dias 16 e 23 de outubro vale a pena conferir o Mega Bazar “Leve Muito, Pague Pouco” da Parresh, na loja de Moema (São Paulo).

 

O Mega Bazar promete peças de coleções passadas com preços entre R$9,99 e R$ 99,99. Entre as boas opções, pulseiras e colares a partir de R$9,99, camisetas com preços a partir de R$19,99 e vestidos a partir de R$39,99.

 

Além do bazar, vale a pena conferir a coleção verão 2009. Vestidinhos leves, com aquela “cara” de ”fresquinhos”, elegantes e estampas lindas. Quem, assim como eu, não tiver como conferir o bazar e a nova coleção in loco, vale a pena conferir o lookbook.

 

Ah, para o bazar eles estão trabalhando com as seguintes condições:

- Pagamento em dinheiro ou cheque, parcela mínima de R$ 80,00 em 4 vezes. Estacionamento no local.

 

Parresh MOEMA

Av. Bem-te-vi, 111 Moema

Tel.: 5561-1103

De Segunda a Sexta, das 10h às 19h

Sábado e Domingo, das 10h às 19h

 

Outubro 11, 2008

Ctrl C + Ctrl V

Essa semana, como de costume, fui a banca de jornais atrás das novas edições de alguma revistas femininas que costumo ler. Além de gostar do ‘formato revista’ de leitura, faço sempre o exercício de análise das publicações, como hábito mesmo da profissão, para ver como os impressos têm lidado com as novas mídias, a questão da interatividade com o leitor, as ações, enfim. 

Eis que, este mês, quando cheguei a banca de jornal dei de cara com a seguinte situação: duas das principais revistas femininas da faixa entre 20 e 30 e poucos anos com a mesma, ATENÇÃO SENHORES, com A MESMA modelo na capa. A moça quem era? A figurinha repetida em 10 dentre 10 capas de revistas para as mulheres: Gisele Bundchen.

Gisele em dose dupla - Além da capa, praticamente a mesma pose!

Gisele em dose dupla - Além da capa, praticamente a mesma pose!

Nada contra a uber model, mas…ela ainda não cansou não? Ninguém está de saco cheio de ver a moça em capas de revistas, com praticamente as mesmas histórias?! Eu já cansei dela, das histórias da Vida, da foto da moça limpando apê de Nova Iorque, dos namorados…aliás, cada vez mais, canso da falta de originalidade das revistas!

A GLOSS justificou a capa por conta da edição comemorativa de um ano de vida da revista. Gisele foi a modelo da edição número 1 e, agora, na edição 13, volta a publicação no que a diretora de redação chamou de “inauguração do primeiro repeteco”.

A CRIATIVA, por sua vez, apostou no lado “ecologicamente correto” da modelo para a capa de uma edição especial, na qual o leitor – ou melhor, a leitora – encontra um verdadeiro panorama sobre ecologia, atitudes conscientes e possíveis, práticas, para ’salvar o planeta’.

Duas revistas femininas, com o mesmo público-alvo, com o mesmo preço (R$5,00), o mesmo formato (Inaugurado no Brasil, acredito eu, mas não tenho tanta certeza, pela GLOSS) e a mesma modelo na capa! Fiquei bastante incomodada e preocupada com a coincidência, eu explico os motivos…

Ao procurar revistas em uma banca jornal, uma das formas mais tradicionais de compra dessas publicações, somos atraidos, primeiramente pelo olhar. Quando eu cheguei a banca de jornal as duas revistas estavam lado-a-lado. E ai, qual escolher? Ambas as publicações já perdem pontos ai: a compra por impulso é, e muito, prejudicada. Afinal, Gisele por Gisele…

Diante de uma capa igual, vamos as matérias. Acomponho a GLOSS desde o primeiro número e, de uma forma geral, gosto da revista. Foi inovadora no lançamento, desde o formato até o público que pretende atingir, além de usar uma linguagem que aproxima, das matérias que traz, dos colaboradores ‘descolados’ e até a atenção que dá as redes sociais: está no Twitter e utiliza a ferramenta de forma eficiente no lançamento de cada edição. Compro como jornalista e como leitora, mas, confesso que vira e mexe me decepciono com a falta de profundidade das matérias e abordagem de temas mais tupiniquins.

Esse mês a revista traz uma matéia interessante e ousada, “um dossiê sobre o orgasmo”, qe nada tem a ver com aquelas matérias que estamos acostumadas ler em Nova (que aliás, é do mesmo grupo), outra sobre namoro na internet, um alerta sobre os riscos dos volumes que nos rondam (iPod, baladas nights, em casa…), sobre empregos temporários, além de outros assuntos importantes e dicas bacanas de moda / beleza.  Ah, divertida a matéria com o Rafael Cortez, do CQC, e de grande utilidade a “Sorriso metálico”. Além dessas, é claro, a edição 13 da revista traz vários outros assuntos  interessantes.

O meu “Tá Chato” dessa edição, além da capa repeteco da Gisele, foi a matéria com a Brad Pitt. E olha que eu acho o quarentão lindo! Mas, gente, a Angeline Jolie é linda, o Brad Pitt também, todos os filhos, agora, será que eles merecem tanta atenção assim da nossa imprensa, sobrtudo de revistas, uma vez que a internet disponibiliza a qualquer momento imagens e os últimos babados dos famosos de Hollywood? Será que não existem atores, cantores e outros brasileiros interessantes, descolados e interessantes suficientes que rendam matérias?

As capas do mês passado. E lá estava La Jolie na CRIATIVA. A GLOSS com a Carolina estava ÓTIMA!

As capas do mês passado. E lá estava La Jolie na CRIATIVA. A GLOSS com a Carolina estava ÓTIMA!

Eu sei que nesse ponto caimos naquilo que eu estudei na faculdade de jornalismo, do interesse do público e interesse público, na industria cultural, na imprensa de celebridades e tudo mais, por isso, sei da importância de uma Jolie e uma Gisele em uma revista, mas me incomoda o “mais do mesmo”, a falta de ousadia, de risco das revistas.

A Criativa é uma revista que só começou a me chamar a atenção quando assumiu o ‘jeito Gloss de ser’, rs. Até então, que eu me lembre (Ok, tenho 20 e poucos anos, não lembro de tanta coisa assim, mas já li um pouco por ai) a CRIATIVA era uma revista feminina voltada para um público de uma faixa etária mais acima, com foco em roupas, moldes, enfim, não me atraia tanto. E olha que em casa já fomos assinantes de muitas revistas…ao ponto de uma vez só receber 3 revistas femininas por mês. Depois que as revistas começaram a triplicar o espaço dos anúncios e como as 3 eram do mesmo grupo, resolvemos cancelar assinaturas desse tipo e comprar na banca, ao gosto do mês. Mas, voltando a CRIATIVA, a edição desse mês está imperdível. Eu explico.

A proposta da edição especial, ”verde”, está atual, super atenada com a tendência mundial, mas o melhor de tudo: está verdadeira, possivel. Ou como a diretora de redção apresenta “Ecoconscientes sem ecoesnobismos”. Ponto para eles. As matérias falam de ecologia, explicam os efeitos, trazem artistas / celebridades, mas sem aquele blá blá blá que as vezes impera. A matéria “Pelados com causa” então, está sensacional. Original, pusada sem ser vulgar, plural…parabéns a equipe. Além dessa, outras que merecem destaque são “Especial – 100 idéis verdes (para usar ou arquivar” e a curiosa história de Inri Cristo.

O “Tá chato” da CRIATIVA fica mesmo com a dobradinha capa / entrevista com a Gisele. Com o todo, mesmo tendo uma com a Penélope Cruz, não fiquei tão chateada por mais essa estrela de Holly. nas minhas revistinhas brasileiras, rs. Vai ver que é porque a Penélope é uma das musas de Amodóvar, rsss.  

Pelo preço (R$5,OO), como leitora apenas, eu compraria as duas, pois estão complementares, porém, este mês, se tivesse que escolher uma, ficaria com a CRIATIVA. A falta de originalidade na capa foi compensada pelas matérias que recheiam a publicação. Como jornalista e ‘pseudo marqueteira’, rs, compro as duas e fico imaginado como estarão as cabeças pensantes dos dois grupos. Quais os rumos, as estratégias, as mudanças, os erros e acertos que eles consideram?

Enquanto isso, ficarei mais atenta ao ir até a banca da esquina…

Outubro 8, 2008

Música Popular [Mulherzinha] Brasileira

Ana Cañas, Roberta Sá, Fernanda Takai, Marjorie Estiano, Marina Machado, Raquel Becker, Chicas…a cada dia e página de jornal, internet ou revista, conhecemos um novo nome de uma “grande promessa” da música brasileira. E, como obrigação do meu ofício e mesmo desejo próprio, vira e mexe me pego a “caçar” informações e músicas dessas novas divas. E, foi assim, entre buscas, que me peguei a refletir sobre o rumo da nossa Música Popular Brasileira….do jeito que as coisas andam, daqui a pouco vamos virar a Música Popular [Mulherzinha] Brasileira. Afinal, onde andam esses moços?

 

Se na história da formação da identidade da nossa música [ui, que filosófica, rs!] não faltaram rapazes dispostos a compor e soltar a voz, enquanto uma ou outra moça mais de vanguarda colocava pimenta em composições masculinas ou mostrava joelhos pontudos na ousadia maior da bossa nova, agora parece que a nova geração da música popular brasileira está cada vez mais cor-de-rosa. 

 

 

Um moço que vem aparecendo cada vez mais e fazendo sucesso é o cantor, compositor e instrumentista carioca Rodrigo Maranhão. Porém, ao contrário das novas divas da música, Rodrigo já tem uma longa trajetória de sucesso na música, principalmente como compositor.  As canções dele já foram sucesso entre outras vozes, na de Maria Rita, que gravou “Recado” e “Caminho das águas”, sendo esta segunda, eleita a melhor canção brasileira de 2006 pelo Grammy. Agora Rodrigo Maranhão percorre o país apresentando o repertório que construiu ao longo da carreira e que integram o cd “Bordado”, que faz jus ao nome…

 

“Bordado” é um álbum lindo, recheado de canções genuinamente brasileiras, que tem letras inteligentes, leves e gostosas de ouvir. Música Popular Brasileira da melhor qualidade. E a voz de Rodrigo, que até então estava escondida, se revela doce, suave…um casamento mais que perfeito entre cantor/compositor. E como se não bastasse, ele ainda é um dos fundadores do famosos bloco carioca “Bangalafumenga“. 

 

Outro rapaz multitalentoso que merece destaque em meio a tantas moças que despontam como divas da música é o Edu Krieger. Consta que ele começou a carreira na música ainda menino, cantando no coro infantil do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Porém, ao invés de logo investir na carreira de cantor, Edu seguiu o caminho do teatro. Durante um bom tempo, Edu Krieger compôs para o teatro tendo, inclusive, sido o vencedor do Prêmio Shell de 1998 de melhor música com as músicas da pela “O Auto da Compadecida”.

   

Além das trilhas, como a grande maioria dos bons compositores, Edu Krieger é o autor de canções que ficaram conhecidas nas vozes de outros artistas. Entre os que gravaram composições dele estão Roberta Sá, Falamansa, Maria Rita e até o Araketu, para citar alguns. A identificação entre cantor e compositor aconteceu apenas em 2006, quando Edu lançou o cd “Edu Krieger”, reunindo composições próprias e uma parceria especial com Geraldo Azevedo em “Temporais”.

 

Outra turma “semi-nova” (rs) que chama atenção são os meninos do “Casuarina“, um dos principais grupos da nova cena carioca de samba e choro. Composto por Daniel Montes (violão 7 cordas), Gabriel Azevedo (percussão e voz), João Cavalcanti (percussão e voz), João Fernando (bandolim e voz) e Rafael Freire (cavaquinho e voz), o grupo faz parte de uma geração que, carente dos gêneros mais tradicionais e representativos da música popular brasileira, começou a ouvir, pesquisar e consumir os sambas que um dia construíram a identidade musical brasileira, mas que há muito tempo estavam desprestigiados.

 

Há cerca de seis anos, os cinco músicos apaixonados por samba se reuniram para tocar no berço do ritmo na cidade maravilhosa, a Lapa. Com uma seleção de belos, mais ainda pouco conhecidos sambas, eles foram conquistando a cada show público, prestígio e reconhecimento. Até que, em 2006, os rapazes lançaram o disco de estréia “Causarina” e conquistaram pelo trabalho o “Prêmio Rival Petrobrás” na categoria “Melhor Grupo”, além de serem indicados ao “Prêmio TIM” como “Melhor Grupo de Samba”. Já em 2007, eles voltaram a cena e aos palcos com o cd “Certidão”, primeiro trabalho autoral do grupo.

 

Rodrigo Maranhão, Edu Krieger, Casuarina, ah, ainda em termos de samba, temos o sambista Diogo Nogueira …além desses, outros nomes que me vem a cabeça são artistas já conhecidos do grande público, mas que, claro, merecem destaque: Leoni, Frejat, Moska, Lenine, Zeca Baleiro…mas, como eu disse, esses nomes já são bem conhecidos do público…na chamada “nova safra” ou “nova geração” da música popular brasileira, reinam mesmo as mulheres.

  

Fico aqui na torcida para que os até então desconhecidos artistas sejam revelados ao grande público e que a música popular brasileira seja cada vez mais plural, diversificada, inovadora… Quem souber / lembrar de  outros moços que estejam por ai, é só comentar!

 

Ah, e para quem já conhece / gosta / ou quer conhecer, Rodrigo Maranhão e Edu Krieger se apresentam hoje, 08/10, no Teatro Rival.

 

Um beijo, um queijo…

 

Setembro 29, 2008

O “Seu Português”

Na escola eu achava uma grande chatice todas aquelas orações isso, orações aquilo, sintaxe, análise gramatical e coisa e tal, porém, decidindo ser jornalista, decidi também que seria para sempre coleguinha do “pai dos burros”, ou dicionário, para os mais sutis (rs).

 

Não sou expert em português, regras e tudo mais. Erro bastante, mas procuro sempre acertar e, principalmente, aprender. Se eu não souber como se escreve isso ou aquilo e se o dicionário não me revelar, o google e o raio que o parta, eu vou perguntar. Ainda mais se for escrever algo que será publicado, lido por terceiros…tenho vergonha de escrever errado, ou melhor de quando escrevo errado.

 

O português é uma idioma difícil, cheio de pegadinhas, regrinhas, por isso compreendo certos erros, mas alguns são bem difíceis de engolir…erros que estão nos blogs, no orkut, msn, twitter….e foi justamente depois de uma ‘zapeada’ na web que decidi escrever esse post.

 

Em menos de 10 minutos encontrei um “descançar” (descansar), um “ancioso”(ansiedade – ansioso) e um “Há x anos atrás” (ou Há x anos ou X anos atrás)…. 

 

Depois dessas pérolas, eu fiquei pensando a respeito da revisão / acordo ortográfico…tenho medo, muito medo, do que está por vir… 

Setembro 16, 2008

Design made in Brazil

Na semana passada, mais especificamente de 09 a 14 de setembro, aconteceu a primeira edição da “Brazil Design Week“, uma semana inteira dedicada ao design brasileiro em pleno Rio de Janeiro. A ’semana do design’ - que no nome e na idéia me lembrou Fashion Rio / São Paulo Fashion Week – foi organizada pela Associação Brasileira de Design (ABEDESIGN) e reuniu diversas empresas relacionadas, obviamente, ao design, com o objetivo de divulgar o que é feito no setor, as ações, as empresas e as idéias. Bem, essa é uma visão simples e generalista do evento que, inclusive, me acompanhou até chegar ao MAM e visitar os estandes. Depois de visitar os espaços, ver o material e os trabalhos desenvolvidos e conversar com algumas pessoas, minha visão ficou mais sofisticada. Eu explico.

De acordo com o ’Guia Brazil Design Week’ que peguei na entrada, “O BRAZIL DESGIN WEEK nasce com o objetivo de ser o grande encontro anual do setor e com a pretensão de colocar, definitivamente, o desgin na agenda de empresários e executivos brasileiros e estrangeiros”. Mesmo eu não sendo uma “estudante de design” – como muitas pessoas perguntaram – acredito que esse objetivo tem tudo para ser atingido, levando em consideração as empresas participantes, os workshops, as empresas, enfim. Porém, a estrutura, a localização podem ser repensadas, principalmente no que diz respeito aos estandes, que ficaram no abafado e calorento pilotis do MAM.

Ok, estamos no inverno, a estação mais amena e fresca do Rio de Janeiro, mas na quinta-feira (11/09), quando visitei o evento, fazia um calor danado e o pessoal dos estandes estava praticamente derretendo com a combinação:estandes abafados no pilotis + luzes ‘quentes’.

Apesar desse solucionável problema com relação aos estandes, o (ou seria ‘a’?) ”Brazil Design Week” ampliou e muito minha visão em relação ao design. E olha que eu só visitei os estandes mesmo, nem conferi palestras, workshops e seminários. Foi um visita rápida que mudou meu conceito.

Dentre os mais de 30 escritórios presentes, alguns me chamaram mais a atenção, como o We Do, que desenvolve projetos de comunicação visual para ações de mídia, marketing promocional, entre outros; O pessoal da Tátil, que, além das ações, desenvolve produtos de design divertido e, principalmente, de utilidade, afinal, não adianta um produto  com um ’shape’ lindo ( para usar os termos do povo do mkt.), uma super ação de mkt e nenhuma utilidade! :)

E por falar em utilidade, funcionalidade, outro estande que me chamou bastante atenção foi o da Dupla Design. Tanto lá, no estande que tinham no (ou na? A dúvida continua…) “Brazil Design Week”, quanto no site deles, que fuxiquei no “pós-evento” e encontrei o seguinte conceito: “Nós acreditamos que, para ser o melhor negócio para todo mundo, o bom design tem que estar baseado na inteligência, na criatividade e na funcionalidade”. No evento, fiquei encantada com o trabalho deles e, principalmente, com a originalidade fofa de uma tartaruga de origami feita de cartão reciclado (depois coloco as fotos e a msg!), que representava a empresa, com a missão, os valores, de forma bem objetiva e lúdica. Uma graça. Não conheço tanto a empresa, o mercado de design, enfim, mas essa forma de “coisificar” a empresa, foi um grande diferencial. Marcou.

 Outro escritório que inovou no cartão de visitas foi um que deu um ’saquinho de chá’. Vocês devem estar se perguntando: “se marcou tanto, como ela não lembra o nome?”. Pois bem, quando eu digo que EU SOU A OVELHA DOLLY, ninguém acredita…O alemão me pega sempre que eu quero gravar nomes, datas, enfim. De qualquer forma, a idéia do saquinho de chá transformado em cartão de visitas foi ótima. Original, criativia e, sim, útil, afinal, estamos no inverno, nada como um cházinho!

Bem, para finalizar esse mega post, mega atrasado por inúmeros motivos (inclui-se problemas com conexão), digo que o evento me fez ver que o design não está apenas no ’shape’ dos produtos, na identidade de uma empresa, em uma logo, ele está também na comunicação, nas idéias, enfim, o design vai muito além da forma. Não basta ser bonito, original, tem que ser útil, funcional!

Espero que o (a) “Brazil Design Week” seja mesmo um evento anual, que ganhe espaço nos grandes veículos e que gere negócios a curto, médio e longo prazo, tal qual aconteceu com o Fashion Rio, o São Paulo Fashion Week e outros eventos / semanas de diversos setores. E que eles continuem credenciando blogueiros, sites, twitteiros, enfim, “novas mídias”!

Setembro 5, 2008

Mais do mesmo: “Renato Russo – a peça” volta ao RJ em temporada popular

Reestreou na sexta-feira, 22, no Teatro João Caetano, “Renato Russo – A peça”. Depois de dois anos em cartaz por diversas cidades do país, um Prêmio Shell de Melhor direção para Mauro Mendonça Filho e mais de 100.000 espectadores, Bruce Gomlevsky traz de volta ao Rio de Janeiro a trajetória do trovador solitário para uma temporada popular.    
     
No espetáculo, 22 canções consagradas das bandas Aborto Elétrico e Legião Urbana, composições solo, além das histórias, os conflitos e toda a inquietude do músico Renato Russo. Um convite tanto para fãs que vivenciaram os anos da Legião Urbana quanto para aqueles que descobriram os garotos de Brasília tarde de mais para conferir um show ao vivo e em cores. Como eu, por exemplo! 
Nasci em 85 e, apesar disso, sempre fui fã da Legião, do Renato. Aliás, tenho um gosto especial pelas bandas de rock e pop-rock brasileiras da década de 1980 que é, em grande parte, culpa de um certo irmão mais velho. Mas, com certeza, não sou a única com seus 20 e poucos anos que gosta e é fã de Legião Urbana. Na platéia do final de semana de reestréia do espetáculo tinham pessoas de todas as idades. E, a grande maioria, cantando junto.
Desde quando soube da peça tive vontade de conferir, mas apenas agora tive a oportunidade ver esse comentado musical. Ainda bem! Eu não tive a chance de ver um show, o que sei sobre RR e Legião Urbana descobri vendo especiais, entrevistas, lendo livros, mas, sem dúvida, ouvindo os discos, me deixando levar e imaginando o que eles vivenciaram por intermédio das letras e das melodias.  Ah, também, por uma coluna que guardo até hoje escrita pelo jornalista Arthur Dapieve para o Segundo Caderno de O Globo.

Mas agora, graças a Bruce Gomlevsky e sua interpretação pude sentir um pouco da energia dessa banda inesquecível chamada Legião Urbana.

Bruce interpreta Renato
Bruce interpreta Renato
 
“Renato Russo - A peça” é um musical emocionante, não apenas para fãs, como também para quem pouco conhece das músicas e do grupo. Com um cenário clean e ‘multifuncional’, Bruce surge no palco já como Renato Russo, de calça preta, tipo skinny, e a famosa bata branca, ao som da banda Arte Profana, que fica estrategicamente localizada numa espécie de ‘aquário’ no fundo e no alto do palco. As músicas servem de linha do tempo, organizador cronológico do espetáculo que percorre a vida e a obra de um dos maiores nomes do pop-rock nacional.
 
A partir das citações literárias do músico e das imagens das épocas vividas por Renato, estampados no telão, o palco ora vira a casa em Brasília, mostra a infância, os problemas de saúde na adolescência, o gosto pela música clássica e a transformação para o rock progressivo, indie, o filho Giuliano, a declaração assumindo a homossexualidade e o recolhimento por conta da doença. 

Bruce Gomlevsky interpreta Renato Russo de forma verdadeira, intensa, corajosa e poética, lírica. Tal qual Renato sempre me pareceu ser. Um romântico questionador, crítico, preocupado com os outros, com as cidades, com o mundo, mas tão sensível e frágil com ele mesmo. Um poeta.

 

Serviço:

“Renato Russo - A peça”.

Temporada: Até 19 de outubro de 2008 – Sexta e sábado, 19h30; domingo, 18h30.

Local: Teatro João Caetano – Praça Tiradentes, sem número – Centro do RJ – Capacidade: 1222 pessoas.

Ingressos: R$ 20,00.// Classificação: 14 anos

Duração: 120 minutos.// Informações: 2332-916

 

Setembro 4, 2008

Os tais ‘lenços da moda’ continuam em alta

Palestino, marroquino, argentino, indiano…a confusão com a nacionalidade deles não impediu o sucesso: os lenços estão por toda parte. Ou melhor, por todos os corpos. No inverno carioca –  com cara de outono ou primavera, diga-se – eles reinaram absolutos nos pescoços mais descolados e antenados com a moda. Reinaram tanto que, ainda a época das semanas de moda (Fashion Rio e São Paulo Fashion Week), eles já tinham cansado. Porém, parece que o acessório hit do inverno, já tem seu espaço garantido no nosso verão tropical. Só que, dessa vez, os lenços não ficam apenas no pescoço.

Coloridos, estampados lisos e das mais variadas texturas, os lenços surgem agora como faixa de cabelo, amarrados na cintura, presos na bolsa e onde mais você quiser. Mas, para quem tem dúvida de como e onde usar os lenços da moda, aqui vai uma dica: a grife Tidsy lançou uma cartilha com o pass-a-passo dos nós e das formas de se amarrar com os lenços do momento e emplacou em diversos veículos de comunicação. Na blogesfera, os lenços também já figuram entre os assuntos mais populares. Alguns contam a origem, a história, outros, mostram a diversidade. Além dos blogs, sites de grifes nacionais e internacionais também ensinam e mostram como usar esses ‘paninhos’ que conquistaram os fashionistas. Vale conferir o site da Hermès (Para babar nas estampas e na super grife!)

Com o calor carioca básico e escaldante, principalmente no verão, vale a pena usar os lenços, como diria a minha vó, ‘para fazer um charme’, um de tecido mais leve e menor, pendurado com um nozinho alça na camiseta, mais compridinho e com textura amarrado na alça da bolsa ou mesmo com uma faixa na cintura ou no cabelo. Você deve estar se perguntando, e no pescoço? Eu acho melhor não. Além de não combinar com o nosso clima, principalmente no verão, você ainda corre o risco de criar uma alergia ou morrer de calor!

Setembro 3, 2008

Eu vejo novela…. e você?

      

Pode ser apenas a do horário nobre, sobre seres extraordinários, só desse ou daquele autor, de época ou praiana. Não importa. Tem sempre uma novela que cabe no seu horário e que, de uma forma ou de outra, vai despertar seu interesse. Você pode até dizer que não gosta, que não se interessa e não tem tempo, mas, com certeza, sabe ou já ouviu falar os nomes dos personagens principais do badalado folhetim das oito. Acompanhar histórias por sete, oito ou até nove meses continuamente, com conflitos, dramas e uma linguagem tão especifica virou um hábito nacional.  

Querendo ou não, o  brasileiro tem a cultura da novela. Mesmo que ele não acompanhe, os temas mais polêmicos ele saberá. Além do horário em que a telenovela passa, o folhetim está também nas discussões dos programas de entretenimento, nas conversas de padaria…

Para mergulhar nas histórias das telenovelas, Cristiane Costa e Valéria Lamego convidaram um elenco de escritores, autores e cientistas sociais para a série de encontros “Eu Vejo Novela”, no Centro Cultural Banco do Brasil. A cada mês, cerca de dois escritores / autores debatem os efeitos na sociedade, as técnicas, contam os ‘causos’ e as verdades sobre a teledramaturgia brasileira. O próximo encontro (aberto ao público em geral e gratuito!) acontece amanhã, quarta-feira, dia 03/09, com o escritor e autor de noverlas Lauro César Muniz e a antropóloga Esther Hamburger.

 Aproveitando o evento e o tema, convidei o Lauro César Muniz para uma entrevista virtual sobre a carreira e a teledramaturgia brasileira. Autor de trabalhos memoráveis como “Ninguém crê em mim”, “O Casarão” e, entre muitas outras, a inesquecível “O Salvador da Pátria” e a ousada “Cidadão Brasileiro”, ele fez história na telenovela e lançou grandes atores . Entre um capítulo e outro que ele prepara para sua próxima novela na Rede Record, Lauro atendeu ao meu pedido com gentileza. Você confere aqui primeira parte do nosso “Bate-papo virtual“!

 

SERVIÇO: Lauro Cesar Muniz, escritor e autor de novelas.  “EU VEJO NOVELA” – 03/09 – 18h 30 – senhas distribuidas 1 horas antes do evento. CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil – Rua Primeiro de Março, 66. ENTRADA GRATUITA!